Jovens o que é mais irritante do que uma mulher menstruada? Sim isso mesmo
o dia das amigas!
Este dia foi criado porque as mulheres também são um ser humano quase como
toda a gente por isso têm o direito a ver a luz do dia, visto que a maior
parte das cozinhas ainda tem tecto… e também pelo facto de elas terem o
direito a sair a rua não só para ir ao hospital fazer o parto...pronto mas
o tema de hoje não são as mulheres, ainda sou acusado de defensor feminino.
O tema de hoje é aquilo que consideramos as coisas mais bonitas do mundo! O
que é mais bonito do que ver que ganhamos o prémio máximo do EuroMilhões?
Hum…uma mulher a mudar um pneu? Bem essa não valia mas pronto…vou tentar
outra…O que é mais bonito do que viajar até a Lomba da Maia com os amigos
numa segunda-feira de manhã? Hein? O quê? Ver uma mulher a fazer turismo na
sala enquanto devia estar na cozinha? Bem realmente têm razão…Mas jovens
não há nada mais bonito no mundo do que ir a um hospital doente, sentar-nos
ao lado de uma mulher, e falarmos de sexo com ela! Quer dizer…isso seria
assédio…mas se fosse ao contrario seriam 50 euros por hora!
Bem a todos os machistas que dizem que as mulheres não têm cérebro aqui vai
a resposta para vocês: Todas as mulheres têm um cérebro dentro de si! Mas
só quando estão grávidas…
Mas vamos ao que interessa, tenho aqui um pequeno texto de “O Agitador”,
sobre um tema polémico e nunca antes falado no blog, os meus parabéns a
ele!
“Em 1862 na Suécia, as mulheres ganham, pela primeira vez a História, o
direito ao voto. No mesmo ano, é patenteada a primeira metralhadora móvel
por Richard Jordan Gatling, nos EUA. Haverá alguma relação entre estes
acontecimentos? É bem possível que não. Mais tarde, algures na obscuridade
do século XX, instala-se, num arquipélago do Atlântica Norte, uma pérfida
tradição: a do Dia das Amigas.
O que começou por uma simples concessão política por parte da elite sueca,
destinada a evitar uma greve sexual que pudesse comprometer o futuro da
natalidade nacional, acabaria por culminar numa avalanche de direitos
oferecidos sem justificação. Hoje em dia, as mulheres podem sair à rua como
qualquer homem. Podem frequentar casas de banho públicas. Podem ir à
escola. Há, inclusive, relatos substanciados de mulheres que estudam em
universidades! Ao que a civilização ocidental chegou. Admirem-se, pois, que
o fundamentalismo religioso se vire contra nós, contra os nossos
degradantes valores e costumes.
Degradantes, pois. Hoje, as mulheres votam e tiram cursos superiores.
Amanhã o que será? Por este andar, não tardará muito até que apareça um
qualquer cretino a defender o direito ao voto dos judeus ou, pior ainda, o
casamento entre cangurus e pepinos (mas o BE já não tentou aprovar um
decreto-lei semelhante em Assembleia?). O Dia das Amigas é o auge de toda
esta decadência civilizacional. Uma noite (ainda me hão de explicar porque
é que é o Dia das amigas, quando só à noite se vê a mulheragem à
solta) em que milhares de mulheres (e aqueles que gostariam de ser
mulheres) soltam os seus instintos animalescos, percorrendo a cidade em
êxtase hormonal.
As mulheres são, na sua essência, um mero instrumento de procriação. Não
devem ser tomadas como mais do que isso. A partir do momento em que uma
responsabilidade tão importante, como o voto e o poder de escolha da futura
liderança nacional, é colocada nas mãos de uma criatura que tem como
primária função garantir a continuação da espécie humana, fodeu. Notem o
quão interessante que é o contraste entre os politicamente complexos início
e meio da frase e o seu agressivamente popular final.
Considerações à parte, é salutar a reacção que tem surgido nos últimos anos
por parte de meia dúzia de mentes conscientes (e, necessariamente,
masculinas) a esta ascensão feminina. Popularizam-se as anedotas e os ditos
feitos sobre a sua legítima posição: a cozinha. Talvez “anedotas” não seja
a mais correcta designação, optaria antes por: verdades incontestáveis.
“Quando é que uma mulher vê o sol? – Quando inventarem cozinhas a céu
aberto.”, graciosas expressões como esta que, por detrás da fachada de
inocente anedota chauvinista escondem profundas convicções sobre um mundo
ideal.”
Prof. Zé Kalanga & O Agitador